Saúde Bucal

Maxilar é uma estrutura que é comumente confundida com suas estruturas componentes, a maxila e a mandíbula. No entanto, esses termos se diferem quanto a sua especificidade.

Além disso, poucas pessoas sabem que a saúde do maxilar está diretamente ligada com a saúde bucal.

Saiba aqui como essa relação acontece e quais os problemas que envolvem essa parte do esqueleto.

O que é o maxilar?

O maxilar se trata de uma composição esquelética localizada na área frontal do crânio, fazendo parte da sustentação da arcada tanto superior quanto a inferior. Além disso, o maxilar compõe uma parte do palato, que se trata da placa óssea que fica no céu da boca, a órbita ocular e a cavidade nasal.

Entre as funções vitais que o maxilar envolve estão a fala, a mastigação e os demais movimentos necessários da boca, tal como o bocejo. Uma vez que há alguma debilidade envolvendo essas ações, o problema pode envolver esse conjunto.

Com isso, considerando as suas finalidades, o maxilar e seus constituintes são extremamente importantes para a saúde da boca, podendo um problema ser refletido diretamente na zona bucal.

Qual a diferença entre maxilar e mandíbula?

É muito comum dores serem sentidas na parte inferior do rosto, essas dores estão relacionadas a mandíbula, que é a estrutura do maxilar localizada nessa região, enquanto a maxila se trata da delimitação superior. No entanto, a mandíbula também é chamada de maxilar inferior.

As duas arcadas também são comumente denominadas de maxilares. As dores que envolvem essas estruturas, por sua vez, não são normais e geralmente ocorrem na Articulação Temporomandibular – ATM, se devendo a uma de suas possíveis complicações, a DTM – Desordem da Articulação Temporomandibular.

Uma vez que o incômodo localizado nessas estruturas também é acompanhado de estalos, o dentista deve ser procurado com urgência.

O que é a maxila

O que é a maxila?

A maxila, como dito, se trata da composição superior do maxilar, fazendo parte da composição do viscerocrânio, uma das duas partes que estabelecem o crânio e que compreende a sua parte posterior e que está situada antecipadamente ao neurocrânio.

O viscerocrânio compreende, tal como a maxila, uma série de ossos faciais, tal como a mandíbula.

A maxila também está associada à composição do palato, do nariz e da órbita, conservando os dentes da arcada superior, assim como a boa execução de suas funções, como a fala e mastigação.

O que significa dor no maxilar?

É comum que as pessoas sintam dores na parte inferior ao maxilar, esse desconforto pode pode estar associado a estalos e até mesmo a inflamações.

As dores sentidas sob a ATM costumam ser bastante fortes, se instalando de forma repentina ou aumentando a sua intensidade com o tempo. Os tipos de disfunções que atingem essa articulação, tal como a DTM, estão ligados a maus hábitos, tal como o ato de apertar e ranger os dentes.

O forte atrito entre os dentes da arcada superior e inferior são a principal causa por trás da Desordem da Articulação Temporomandibular, e na maioria das vezes vem de casos de bruxismo. O tratamento dessas anomalias deve ser feito o quanto antes, uma vez que o paciente fica suscetível a graves complicações.

Quais são as possíveis causas do maxilar doendo?

A maioria dos casos de dores no maxilar se remetem à Articulação Temporomandibular. A ATM, por sua vez, é a articulação que faz o ligamento entre a mandíbula e o crânio.

Além do desconforto e a dificuldade de realizar as funções principais da boca, as complicações que atingem essa estrutura podem levar até mesmo ao travamento das articulações da mandíbula.

Conheça algumas dessas complicações:

Bruxismo

Bruxismo

O bruxismo se trata de uma desordem funcional que tem como principal característica o hábito frequente de ranger ou realizar o apertamento dos dentes. Esse contato excessivo geralmente ocorre à noite, podendo ser tratado pelo uso de placas miorrelaxantes, de medicamentos ansiolíticos e por exercícios fisioterapêuticos.

O atrito característico do bruxismo pode levar ao desgaste e ao enfraquecimento dos dentes, além de que, caso se agrave, pode desencadear problemas ósseos, no tecido gengival, e na própria ATM.

Entre as possíveis causas do bruxismo pode-se citar: estresse, ansiedade, tensão, fatores genéticos e problemas de oclusão dentária.

Além dos danos perceptíveis à dentição, o bruxismo pode causar dores de cabeça constantes, zumbidos no ouvido, fadiga dos músculos faciais, da mandíbula e do pescoço, dor localizada, e estalos durante os movimentos da boca.

Má oclusão dentária

A oclusão dentária é o quadro da dentição em que os componentes da arcada superior se fecham. Uma vez que a mordida não ocorre em condições normais, em que os dentes superiores devem sobressair um pouco a frente dos inferiores, há danos perceptíveis não só a arcada, mas também as gengivas, ossos, músculos, ligamentos e articulações, assim como a da mandíbula.

Quanto a gravidade da anomalia da mordida é bastante notória e problemática, ela pode ser tratada por meio do uso de aparelhos ortodônticos ou por meio de um processo cirúrgico específico para a reabilitação oral.

Os tipos de oclusão, como por exemplo a mordida cruzada, podem resultar na expansão e no relaxamento da ATM e assim, causando as dores musculares e os característicos estalos na região da mandíbula.

Abcessos dentários

Abcessos dentários

Trata-se de um dos problemas bucais mais comuns e que se remete a um processo inflamatório resultante do acúmulo de pus em regiões como o periodonto e os tecidos da da estrutura dentária.  É uma inflamação que atinge as camadas da polpa e do nervo do dente.

Esse processo gradual ocorre quando há o aumento do volume do local, sendo perceptível sintomas como dor e infecção generalizada. A principal motivação para essa complicação é a ausência de tratamento de uma infecção bacteriana crônica.

Uma cárie sem ser tratada devidamente pode se desenvolver e formar um abscesso, uma vez que a infiltração interna pode provocar uma infecção profunda, chegando às estruturas de sustentação. Ao tomar essas proporções, dores intensas podem se estender até os músculos mandibulares.

O tratamento preventivo dos abscessos está principalmente em uma higiene bucal completa e eficiente, além de que uma vez identificadas devem ser removidas em consultório odontológico o quanto antes.

Periodontite – doença periodontal

A doença periodontal, ou periodontite, é uma inflamação que ocorre no periodonto e compromete as suas funções, tal como a de proteção (gengivas) e sustentação da arcada (ossos e ligamento periodontal).

A periodontite é causada pelo acúmulo de bactérias, que por seu estado inflamatório gera dor, que pode chegar às estruturas do maxilar, tal como nos abcessos dentários.

Em sua fase inicial, seus sintomas não são muito visíveis ao paciente, uma vez que compromete as estruturas internas do dente. Na falta de tratamento, a doença periodontal pode trazer uma série de complicações graves, incluindo até mesmo a perda de dentes.

A ação preventiva é baseada nos bons cuidados com a higiene bucal, assim como as visitas regulares ao dentista.  O tratamento é feito no consultório odontológico por meio do procedimento de raspagem da raspagem das camadas profundas da gengiva para o controle da infecção e das dores.

Sinusite

A sinusite se trata de uma inflamação da mucosa dos seios da face, incluindo os seios nasais. Os seios, por sua vez, se tratam das áreas do crânio que são formadas por cavidades ósseas nos contornos dos olhos maçãs do rosto e do nariz.

sinusite

Esse estado de inflamação pode ser desenvolvido de forma secundária a uma infecção, a uma alergia ou qualquer fator que prejudique a drenagem da secreção desses seios faciais.

Tendo em vista que esse processo inflamatório atinge principalmente as mucosas dos seios da face, é comumente referido como rinossinusite.

Entre os sintomas provocados pela sinusite estão: corrimento nasal, dor de cabeça, dor de garganta, sensibilidade, febre diminuição ou perda do olfato, e peso no rosto, que é sentido na testa e maçãs do rosto

Mesmo que comumente a sinusite seja tratada como uma doença respiratória, ela também pode ser consequência de uma infecção bucal, como a causada por cárie e que pode chegar aos seios maxilares por meio dos dentes molares.

Por fim, o tratamento da sinusite pode envolver sprays nasais e medicação por analgésicos, antibióticos e corticoides orais. Dessa forma, juntamente com a boa higienização, a infecção pode ser controlada evitando que tome maiores proporções.

Osteomielite

A osteomielite é a inflamação óssea que pode atingir os ossos da mandíbula, e assim comprometendo a Articulação Temporomandibular. Entre os possíveis sintomas estão dores, febre e edema facial. Uma vez não feito o tratamento, pode-se espalhar para demais regiões da face e da boca.

Diante de sua complicação, a osteomielite pode se espalhar pela corrente sanguínea e atingir os tecidos de sua proximidade.

Essa complicação pode ser tratada por meio do uso de antibióticos e dependendo de sua proporção, pode requerer que uma cirurgia seja feita para a remoção do tecido ósseo inflamado e seus fragmentos ósseos necróticos.

Visitas regulares ao dentista

As visitas regulares ao consultório odontológico são determinantes para a ação preventiva e para a execução do tratamento das dores no maxilar.

É somente pelo contato periódico com o dentista que se é capaz de diagnosticar as interferências do maxilar a saúde bucal de forma precoce, tal como as intervenções da saúde bucal na ATM, para assim estipular o encaminhamento do tratamento ideal.

Ademais, para a prevenção dos músculos mandibulares e para evitar a sua sobrecarga, cuidados podem ser mantidos no cotidiano como falar e se alimentar devagar e não abrir a boca exageradamente.

A frequência indicada para as consultas com o odontologista é de 6 em 6 meses, preservando o bom estado da saúde bucal e das estruturas que a envolvem.

Portanto, o plano odontológico DentalVidas tem diversas opções para garantir mais qualidade de vida e um sorriso mais bonito para você e sua família.

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